Feliz 2010

6 01 2010

Feliz ano novo… para as moscas, pq faz tempo que não mexo no blog. Mas estou vivo, trabalhando e louco da vida por não conseguir colocar minha vida on-line em dia. Aproveitei o ano novo para tentar de novo!

Ontem fechei a terceira edição da Mixmag – aquela revista de música eletrônica que estou fazendo. Chega ás bancas daqui uns 15 dias. Se trombarem com ela, dêem uma olhada. Tem a Daniela Mercury na capa, vejam só!

Que mais? Ah, esse ano o JAM completa dez anos de carreira. Vai rolar muita coisa legal. CD novo, etc. Lá pelo meio desse primeiro semestre as coisas devem começar a sair. A turnê de aniversário será grandona também.

Tudo em seu tempo.

Quero voltar com a ideia do podcast tbm. Não só pra falar sobre anime e animesong, mas sobre qualquer assunto que dê na telha. Cultura pop, a maioria. Quero chamar uns amigos para participar, alguém se candidata?

Antes que eu esqueça: DVDs da Focus. Jiraiya saiu com a imagem melhor que o primeiro mas ainda assim pior que a dos outros – muito escura. Pelo jeito, não vai ter recall do box um, o que é uma pena e desrespeito com quem comprou e não gostou. Os do Jaspion e Changeman ficaram jóia. Gostaram dos extras? Os designs feitos pelo Ryu Noguchi e Yutaka Izubuchi são raridades que não mereciam ficar escondidas. Quem cria monstros melhor que essa dupla? Principalmente o Izubuchi, o meu preferido. De National Kid eu acabei não participando. Comprei. Sei lá, só tem uma opção de áudio – a caixa promete duas – e os extras não estão com a dublagem antiga, portanto, não vou comentar muito…

Enfim, estamos na área outra vez. Esse ano promete ser bom. Vamos trabalhar pra isso!

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Heróis judiados #2

3 07 2009

Conversei com a Focus.

Vamos direto ao que interessa:

Cruz: Por que as imagens de Jiraiya estão ruins, com logo do canal Toei Channel e exatamente com a mesma qualidade dos DVDs piratas que rodam por ai?

Afonso: A nossa fonte de imagem veio do Japão. Chegamos a mandar um e-mail para eles questionando a qualidade de imagem de Changeman e, principalmente, do Jiraiya. Mas nos disseram que o motivo é os seriados serem antigos.

Mas a imagem está exatamanete como no material pirata.
Vou checar mais uma vez com a Centauro, o estúdio que mixou o DVD, mas eu garanto que só enviei os áudios para eles, alguns extraidos desses DVDs mesmo, já que nem a pessoa com quem assinamos contrato dos direitos da dublagem possuía mais esses áudios. Agora, em relação á imagem, as pessoas que autoraram o DVD só tiveram acesso ás fitas DV-Cam que a Toei Company mandou. O que está na tela é o que veio do Japão. Mas vou conversar com a Centauro e pressionar mais uma vez as pessoas para me certificar de que não houve mesmo nenhum erro.

E-mail resposta mandado pela Toei, depois de questionados pela Focus sobre a baixa qualidade das imagens de Changeman e Jiraiya:

Dear Milly,

Hope you are well in order.
I answer your question.

I arranged the images of Jiraiya, Changeman and Jaspion by same way.
So these are high quality as much as possible.
Please consider that these titles are old.

Thanks and best regards,

∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞
TOEI COMPANY, LTD.
IKKO KAWAMURA

∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞

Milly Kiung さんは書きました:
Dear Toei Team,
I was asked by our Products Mgr., Afonso Fucci, to let you know that the images that we received for
the 2 above mentioned programs were not of very good quality. The first one we received for JASPION
were very good.
Thank you.
Best regards,
Milly

Semana que vem vou até lá. Devo ter mais alguns detalhes e a resposta do estúdio de autoração que o Afonso vai pressionar. Bom, essa história é igual a morte do Michael Jackson: vamos tentar descobrir o que aconteceu, claro, mas, seja como for, o cara não vai ressuscitar e a Focus não vai relançar o Box 1 com imagem melhor (só, e talvez, se estourar de vender – opinião minha).
Para as segundas partes, que estão sendo produzidas, estou separando bastante material para colocar de extra. Os character design que ficaram de fora de Changeman e Jiraiya entram na parte dois. Estou cavucando mais coisas interessantes para incluir também. Vou comentando aqui a medida que for definindo.





Huge mess!

25 06 2009

Primeiro post pós-Japão. Nada de muito eletrizante para contar. Foi ótimo voltar ao Brasil, rever família, amigos, lugares…

Chegando, já me enfiei no fechamento da SAX 13, que deve sair nas bancas daqui uns 15 dias. Estamos atrasados pacas, mas a edição está ficando jóia. Fiz, por exemplo, uma entrevista com o Gerald Thomas em que ele fala que pensa diariamente em se matar. Quando tiver a capa da edição publico aqui.

Voltei do Japão com uma gripe forte, que vem piorando… Xi… Meu pai me liga todos os dias dizendo que é a gripe suína. Mas não é não. Com tanta coisa pra fazer, tenho que acreditar que não é, né? E, como estou na casa da minha avó esses dias, o meu tratamento aqui é baseado em alguns AS e colheradas de mel.

Ah sim: semana que vem vou na Focus ver o que está pegando. Aproveito pra pegar os boxes de Changeman e Jiraiya. Logo da Toei Channel? Misericórdia… Não pode ser verdade. Vou me colocar a par de tudo, seja pra rir ou pra chorar.

Pro post não ficar sem foto: o Shunji Inoue, dono da Lantis, feliz depois da gravação da música The Guardian, o tema novo de abertura do Mazinger Z.

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Party Days (Solid Vox Fan Tour)

7 06 2009

Acabei de voltar de Fukushima, onde aconteceu nesse final de semana uma viagem com o fã-clube dos artistas da Solid Vox (Endo, Kageyama, Kitadani, Shuhei Kita e Aki Misato). Todo ano tem uma. Durante dois dias, eles fazem um mini-show, gincana, visitam lugares… Como estou no Japão, fui chamado para integrar o time de cantres! Ficamos hospedados numa pousada lindona, bem tradicional, no meio das montanhas.

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Saimos de Tóquio com toda a caravana e chegamos lá para o jantar. Mas, antes de comer, rolou um mini-live em que um tinha que cantar a música do outro. Cantei a abertura de Abaranger e fiz um monte de palhaçadas com eles no palco, como sempre acontece. Depois de comer e beber bastante, dividimos os fãs (uns 150 no total) em seis grupos, cada um representado por um dos artistas, para uma gincana. Primeiro rolou um jogo de mímica. Depois tivemos que passar amendoins de uma colher para outra, em fila. Ganhava quem conseguisse levar mais amendoins até o final. Fiquei em segundo lugar! O Kitadani levou a medalha de ouro! ^^ A única mímica que ele não conseguiu fazer foi a de “professor de inglês”. Também pô!

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A noite, fomos até o onsen, as famosas fontes termais do Japão. Uma espécie de lago com água aquecida naturalmente, que sai fervendo de dentro da crosta a partir alguns pontos do solo. Essa água carrega propriedades minerais que aliviam o cansaço e fazem bem para a pele. Eles ficaram escaldados por uma hora. Eu achei quente demais. Não estou acostumado. O Kageyama quase delirava de prazer. Japonês frequenta onsen desde pequeno, por mais que o tempo esteja quente, eles ficam imersos lá dentro, numa temperatuda de 40 graus, por horas se deixar. Não aguentei mais do que uns dez minutos…

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De bucho cheio e banho tomado, fomos para um outro ambiente, decorado como se fosse um festival típico, tipo a nossa festa junina. Dançamos ao ritmo do taikô – tambor – a dança bon-odori, quase um ritual folclórico. Foi difícil pegar os passos no início, mas depois engatou. Em seguida, cada um de nós seis tinha que ficar numa tenda brincando de vender alguma coisa. Eu virei o “tio dos salgadinhos”. Mandaram fazer umas placas escrito: “quitutes brasileiros! Uma delícia”! Muito legal, ainda mais porque os salgadinhos ali de brasileiros não tinham nada.

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Terminado o festival, nos separamos dos fãs, que foram para o onsen ou dormir. Junto com os staffs, madrugamos bebendo sakê. Fui dormir as quatro e tive que acordar hoje ás 7h30… Queria assistir o Shinkenger, que passa nesse horário, mas estava tão enjoado que nem sai da cama… Me ferrei.

Depois do café da manhã, fomos com todo mundo visitar a fábrica da cerveja Asashi, uma das mais famosas daqui. Em seguida, aconteceu a esperada competição de “quem faz o melhor kare?”. Kare é um molho grosso a base de curry com cenoura e carne – porco, ave ou vaca. Eles comem isso aqui como nós comemos arroz e feijão aí.

Nos dividimos em dois times: Kitadani, Misato e Kita VS Kageyama, Endo e eu. Foi uma luta, ninguém do meu grupo sabe cozinhar direito. Eu menos ainda. Sugeri colocar Tabasco pra dar um “tchans”, mas o Kageyama preferiu maçã ralada. Realmente, a maçã dá uma quebrada no gosto forte do curry. Quando terminamos, os kares foram servidos aos fãs, que tiveram que escolher o mais gostoso. E… tcharãaan… o vencedor foi o nosso! Banzai!

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Na volta pra Tóquio, nos separamos em duplas em três ônibus e passamos o trajeto todo conversando com todo mundo. Deu pra se divertir pacas. Mas, putz, changando aqui no hotel tô vendo que estou cansado pra caramba. Enquanto você está empolgado fazendo as coisas o cansaço não aparece muito, mas depois que termina, parece que seu corpo foi coberto com uma camada de chumbo.

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Amanhã tem outra gravação do JAM. Dessa vez é uma surpresa bem legal, especialmente para os brasileiros. Ainda não posso contar do que se trata, mas garanto que todo mundo vai gostar.

Oyasuminasai! ^^





TAIWAN Banzaaaaai!

1 06 2009

Quase, quase!!, eu não vou pra Taiwan fazer os dois shows da turnê Hurricane, do Jam Project. No aeroporto, faltando uma meia hora para a gente embarcar, vejo uma aglomeração de staffs do show e funcionários da companhia aerea olhando o meu passaporte. Nessa hora já percebi que boa coisa não era. Eu não tinha visto para ir pra Taiwan. Como o pessoal da gravadora me disse, antes de ir pro Japão, que a parte burocrática toda da viagem pra lá seria resolvida por eles, não me preocupei e só tirei o visto japonês. No final, não tive como embarcar…

Isso foi na sexta. Sábado eu e os funcionários da Lantis nos desdobramos como deu pra conseguir o maldito visto. Achei que não ia rolar. Nunca vi um visto sair no mesmo dia. Mas saiu, em dua horas! Alívio total. Cheguei lá no sábado.

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Os dois shows foram muito bons! Os fãs de lá são muito animados. Aprendi até umas palavrinhas em chinê: xêxê (obrigado), gadjan heppan (“muito bom” ou, claro, “tá foda”). A pronúncia é tão complicada, que algumas frases acho que as pessoas fingiam que entendiam e aplaudiam, porque dava pra perceber a sensação de “whatafuck” na cara de cada um! Prometi estudar mais pro ano que vem.

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Depois do último show fomos comemorar, claro! E com muito sakê, claaaaro! Gostei demais da bebida tradicional deles, o Shokoshu. Não é bem deles, é mais tradicional mesmo na China. Enchemos a cara e demos muitas risadas. Pena que quase tudo que eles comem vem do mar… Eu, que não como nada disso, ficava esperando ansioso por alguma carne ou mesmo uma saladinha sem camarão. Do que comi, tudo estava delicioso.

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De volta a Tóquio, essa semana tem gravação da música nova do JAM: o próximo tema de abertura do novo anime do Mazinger Z, que já está no ar aqui. Essa série é dirigida pelo Yasuhiro Imagawa, dos OVAs do Robô Gigante. Tenho alguns amigos que adoram o cara. Vou tentar assistir quando começar.





JAM Live in Niigata + Novo filme dos Riders

25 05 2009

O primeiro show que participei com o JAM foi um sucesso! Ah… Haja nervosismo. Não tem jeito: sempre antes de entrar no palco rola uma tensão. Ainda mais no primeiro show. Mas deu tudo certo. O público de Niigata é bem diferente do de Tóquio. Ele são… hum… mais contidos, talvez. É outra reação, não menos empolgante.

Devo ao pessoal de Niigata a recuperação da minha alegria de viver, depois de ter perdido o envelope onde estava quase toda a grana que trouxe do Brasil pra gastar aqui… O trolha que vos escreve colocou o tal do envelope dentro da pasta com as letras das músicas. Devo ter andado pra algum lugar e, no caminho, pimba!, caiu por ai. Fiquei deprimidão quando percebi o que tinha acontecido. Mas depois de pular muito no primeiro show, o público me devolveu a energia que esse episódio me sugou! Arigatô!!

É… Não que eu ainda não esteja puto comigo mesmo, mas estou bem melhor.

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Hoje fui com a Mishio Suzuki assistir a conferência de imprensa dos novos filmes do Shinkenger e do Kamen Rider Decade! Olha, vou dizer uma coisa, o evento foi preparado com tanto cuidado que conseguiu me seduzir. Deu vontade de assitir os dois filmes. Principalmente, claro, o dos Riders, que comemora os dez anos da nova franquia, da era Heisei, pós 2000, e tenta realizar o feito de reunir todos os motoqueiros com o mínimo de coerência de roteiro – já que os Riders até o RX (+ J, ZO e Shin) habitam um universo diferente dos novos.

Se bem que, na boa, isso é o de menos. O Decade, que passeia pelos mundos de todos os Riders, é a desculpa para se amarrar tudo. Que seja. Só peço uma história legal, sem crianças, e porrada da boa, o que, a julgar pelo trailer que passaram lá, está garantida!

Como sempre acontece nessas conferências para a imprensa, rolou uma encenação ao vivo com os Riders e Shinkengers transformados. Eu quase pulei da cadeira quando o Kamen Rider Black surgiu ao som da música de abertura da série. Foi fantástico. Em seguida, o Tetsuo Kurata, ator que fez o Issamu Minami, também apareceu – ele também vai estar no filme. O cara deve dormir num tubo de ensaio gigante cheio de formol – ou é a maquiagem, mais provável -, porque ele está (tirando uma ruga ou outra) igualzinho.

Esse filme promete mesmo. O Shadow Moon vai ressuscitar e muitos, mas muitos, vilões antigos aparecerão. O diretor, Osamu Kaneda, comentou que há uma cena com centenas de monstros! Quinhentos, se eu entendi bem.

Riderok

Quando o filme estrear, dia 8 de agosto, já não vou estar mais aqui. Só vou poder assitir quando sair em DVD. Que triste…





Pimba na gorduchinha… pra bem longe!

12 05 2009

O Forasta resume bem as coisas. Peguei um trecho do último texto do blog dele, falando mal de futebol e dos esportes em geral. Assino embaixo. É ou não é?

Até entendo que adultos possam se interessar por praticar algum esporte – os homens precisam se agarrar à infância de alguma maneira. O que não entra na minha cabeça é essa coisa de torcer para um time, ou um atleta, e ficar assistindo à coisa toda pela TV, lendo cadernos de esporte, discutir a respeito e não perder um Cartão Verde. É absurdamente chato, estúpido, perda de tempo.

E…

E a Copa que se aproxima? Quando chegar a hora vou estar na casa de alguém tomando cerveja, comendo batatinha e torcendo pelo Brasil. Passa mais rápido.

Depois leiam o artigo todo que vale a pena.