Trilogias

19 02 2009

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Do Trabalho Sujo





Gravando o pânico

18 02 2009

rec_movie_poster2Finalmente! Hoje saiu [Rec] em DVD. Fui correndo alugar.

Tô doido pra ver. Vi o trailer umas cem vezes, mas perdi quando o filme ficou em cartaz nas poucas salas onde foi exibido em SP.

Gosto muito de terror. Sou fã de Nosferatu, da Hammer, de alguns da Universal, dos zumbis do Gorge Romero…

Rec é bem diferente de tudo isso. Vai para um lado mais Bruxa de Blair, que também acho muito bom (o 1). É apresentado como se fosse real, tem ritmo real. Vemos as coisas através da câmera tremida do cinegrafista de TV que vira vítima, junto com a repórter e um grupo de bombeiros, de uma bizarra ocorrência num prédio. Não vou contar muito, até porque fiz questão de não fuçar antes de ver. Quem gosta dessas coisas aluga ai e depois me conta o que achou.

Deve dar um medão. Ia ver agora, mas tô sozinho aqui e, sei lá, é foda…





Revolução pirata!

16 02 2009

Vocês viram que hoje vai rolar o julgamento do Pirate Bay, aquele site famosão de torrent? O fundador do negócio, Peter Sunde, defende visceralmente o direito ao download livre – e que se danem as empresas que detém os direitos autorais. O julgamento, coerentemente com a sua ideologia, vai ser transmitido em áudio pro mundo todo. Aproveito, então, essa data pra dizer o seguinte:

Abençoados sejam esses tempos em que pagamos cada vez menos (quando pagamos) por produção intelectual – músicas, filmes, livros, revistas, arte, etc… Dependemos cada vez menos das grandes corporações (e das suas idéias velhas) para termos acesso á cultura. Ainda não é o ideal, mas tá caminhando.

Qualquer coisa que pode ser digitalizada estará, cedo ou tarde, em algum canto da internet. A situação é bem preto no branco: ou as indústrias envolvidas acham uma saída ou, umas mais rápido que as outras, definham até a morte. Já é óbvio que não adianta reprimir quem baixa, tentando controlar o que é incontrolável. Os engravatados cinquentões já perderam essa briga faz tempo pra molecada. E a culpa é deles mesmos.

Música na faixa? CD por 1,99? Cinema por cincão? Pode ser. No caso do cinema o crescente número de filmes em 3D e a tecnologia iMax são tentativas de atrair mais gente pras salas. Legal! Só que ainda tá caro.

Mas não temos muito do que reclamar. Até temos, mas hoje tá bem melhor que ontem. Vivemos dias muito legais, principalmente em relação à música: se você tiver vontade, um PC e um microfone, já pode lançar seu trampo. Olha a Mallu Magalhães ai. Conheço muita, mas muita gente que só escuta artista independente. Não conhecia quase nenhuma quando tinha 18 anos.

É interessante: antigamente escutar uma banda que só você conhecia era o tesão dos descolados e dos críticos de música, mais, talvez, por masturbação intelectual do que por interesse real naquele grupo. Hoje, escutar som de gente que apareceu por caminhos extra-oficiais é bastante comum. Rola na escola, na faculdade. Um indica pro outro. “Baixa lá, é legal”. De grão em grão, gente como a Mallu Magalhães e a banda Vanguart viraram idolos de um novo tipo de adolescente, que goza de uma oferta e diversidade sonora sem igual na história da música. Tudo ao alcance de umas poucas clicadas.

Sem ninguém pra centralizar e vender caro o que você ouve e a internet servindo de mídia condutora, carne nova é o que não falta. Da mesma maneira, gêneros específicos, antes muito fechados em grupinhos de fãs hardcore, ganham mais simpatizantes.

É o caso dos anime songs e do J-pop. Nunca o ocidente ouviu tanta música japonesa. Mérito da internet. Fãs de anime, por exemplo, foram simpatizando com os temas e bandas que tocam nas séries, baixaram tudo o que tinha na internet e viraram fãs. Tudo virtual e na faixa. E é assim que é legal. Se cada um tivesse que pagar o preço de um CD importado do Japão e não fosse possível ripar esse CD pra mais pessoas ouvirem pela rede, talvez nunca tivéssemos um show do JAM Project ou do Miyavi por aqui. Nem de nenhum outro artista pop japonês (enka até pode ser…).

O que é melhor? Ganhar mais umas migalhas com direitos em cima de venda de CDs ou criar todo um mercado de gente nova ao redor do globo que conhece as músicas e lota os shows?

Como no Japão CD ainda vende razoavelmente bem, tem executivo que ainda acha um absurdo não pagar direito autoral, como achavam também no Brasil há uns anos. Lá, o processo de mudança é mais lento. O povo respeita mais. Se gosta de um artista, apóia comprando. Até baixa escondido, mas compra. Cada vez menos, talvez. Mas, aqui e em boa parte do Ocidente, ninguém liga pra isso e continuamos baixando, obrigando gravadoras a tomarem atitudes – nem sempre muito inteligentes.

Qual a solução? Quem sou eu pra saber… Mas tenho uns chutes: cada artista novo deve ser responsável por si mesmo. E nada de cobrar pelas músicas. Tudo “de grátis” ou muito barato. Se for cobrar, não pode dar trabalho pra baixar. Eu tenho que clicar, pagar e ouvir a música no mínimo de tempo. Caso contrário, a facilidade de abrir uma aba aqui do lado e pegar a mesma faixa no 4Shared ganha a briga.

Para isso, cadastrar seu “selo” no iTunes ou em sites que promovem a música indapendente, como o Trama Virtual, são algumas idéias.

Nichos específicos, como os do anime songs e J-pop, deveriam se concentrar em portais ágeis que vendem pro mundo todo. Eu preferiria mil vezes fazer meu cadastro num site desses e pagar pouco por cada música nova dos artistas japoneses que eu gosto do que ficar um tempão fuçando em fóruns e comunidades específicas atrás de alguém que ripou. Mas só funciona se NA PRÁTICA o processo for descomplicado. Se demorar demais, dar pau mais do que o aceitável, começar a rolar taxinha disso e taxinha daquilo… já era. Vai pro beleléu.

Se você, artista, não tiver saco pra armar todo esse esquema, pode gravar, colocar sua música pra download por ai, divulgar, fazer shows pequenos e ir crescendo. O mais legal é que, dessa forma, o público é o seu chefe. A grosso modo, se sua música for uma bosta, você tá fora. Se for legal, tá dentro. Isso, claro, se aplica também a blogs, portais, livros direto pra net, podcasts, fotologs, fanzines virtuais, animações e filmes pro Youtube… Na rede, a aceitação (qualidade?) é o termômetro. Ninguém te empurra nada goela a baixo.

Assim é que é legal. Gera muito material pra gente curtir. Descomplica a nossa vida, cria oportunidades e é bem mais justo com o nosso bolso.

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Ah sim: isso tudo é o que eu penso. É só mais uma opinião. Trabalho com música junto a uma gravadora japonesa que lança CDs no Japão. Ainda é a moda antiga, porque lá ainda funciona, até que bem, assim. Mas, se algum dia as coisas apertarem e o esquema tiver que ser outro, adoraria ajudá-los a buscar alternativas legais!





Eric Martin Vs Masaaki Endo

12 02 2009

Quem leva?





Debruçado sobre a prancheta!

11 02 2009

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É, eu sei. A foto tá flipada. Mas e a preguiça de inverter no Photoshop??? Vai assim mesmo… ^^

Hoje terminei de traduzir o Bleach 22. Está ficando bem legal. Quase todo mundo já deve ter visto ou lido essa parte da história na net, mas eu estou acompanhando no ritmo da Panini e estou me divertindo bastante. Hoje mesmo começo a fazer o 23.

Outra coisa legal que fiz essa semana foi escrever uma letra em japonês para uma futura música. Mandei hoje para mr. Kageyama, que vai musicá-la, assim como ele fez com a Sempre Sonhando. Ainda não posso comentar exatamente do que se trata (por que falou então, heim mané?), mas, como não gosto desses papos de segredinho, vou encher o saco de quem precisa pra poder divulgar logo logo. Guenta aê!





Tava pensando hoje com os meus botões…

10 02 2009

– Vcs viram a cena de abertura do primeiro capítulo do Kamen Rider Decade? Putz, a idéia é legal e tal, mas que efeitos são aqueles? Constrangedores demais. Preferiria mil vezes ver um monte de maquetes de brinquedo caindo pela pedreira do que aquela computação gráfica novela das 8.
Pra quem não viu, tá aqui:

Não vi mais nada além disso. Espero que a série preste. Ah, e que musiquinha ruim a da abertura, heim? Gackt? Blergh!

– Tô atrás de gente pra formar uma banda. Queria reunir uma molecada com talento e vontade de fazer um puta som. Pouca grana no começo, mas várias possibilidades ao longo do percurso. Alguém? (ricardosbcruz@gmail.com)

– O bilhete unitário do metrô, em SP, foi pra R$ 2,55. Palhaçada total!

– Alguém sabe quando [Rec] sai em DVD? Não acho em lugar nenhum…

– Fiz uma reunião hoje sobre o DVD do Jaspion. Os japoneses estão enrolando como sempre na parte burocrática e o lançamento periga atrasar mais… Saco, né?

– O JAM vai gravar logo mais a abertura do novo Tomica Hero Rescue Force! Será que isso vem pro Brasil?





Papo de bar

9 02 2009

Cara, esse ano eu vou tentar postar mais. “Esse ano?”. É, tô ligado que já é 2009 faz tempo e isso aqui tá meio às moscas… Prometo mudar. Vou me programar para postar todos os dias. Nem que seja qualquer papo-furado (tipo agora). Sei que tem um pessoal que visita, já fiz até alguns amigos. Não quero perder isso.

Não que justifique, mas, nos últimos dias a vida correu num ritmo mais rápido. Eu devo viajar em abril, então preciso arrumar a casa e deixar no esquema os assuntos com os quais não vou mexer enquanto estiver fora. Isso só já toma um tempão.

Um desses assuntos é o DVD box do Jaspion, que sai em abril. Era março, lembra? Pois é, vai atrasar. Mas isso é normal. Aliás, andaram perguntando desconfiadamente se a Focus ia lançar a série até o final, com medo que aconteça a mesma coisa que aconteceu com Full Metal Alchemist.

Pode relaxar que Jaspion sai inteiro sim. O esquema está montado já e não é segredo: serão duas latas, cada uma com metade dos episódios da série (de um total de 46). Não vai ter erro. Até porque, aqui, Jaspion é um produto muito mais comercial que o FMA. Jaspion faz parte da nossa cultura popular. Todo mundo sabe o que é, enquanto só fãs de anime conhecem o Full Metal. Não que isso sirva de desculpa para eles terem parado de lançar o desenho. Magina. Mas Jaspion vai dar grana e, para qualquer empresa, ainda mais hoje, isso é prioridade.

Em meio ao caos que o mercado de DVDs tem se transformado (pirataria bombando, vendas pífias…), o saudosismo tem se dado bem. A menos que haja um revertério revolucionário no mercado ou dentro da Focus (sempre existe um risco. Quem me garante que o meu prédio não vai desabar exatamente agora, enquanto escrevo?), vai sair completo.

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Alguém ai curte ler? Ando revirando sebos em busca de raridades e baixo preço. Ultimamente voltei à ficção científica, gênero que andava meio sumido da pilha aqui.

Terminei Contato, do Carl Sagan – bom! – e comecei 2001 – Odisséia Espacial (“Uma Odisséia no Espaço” é como o sub-título do filme do Kubrick foi adaptado para o português). Essa série é demais. Gosto quando a história tem embasamento científico e projeta um futuro plausível ou, pelo menos, com noção científica real – nem que seja a noção que se tem na época. 2001, o livro, foi escrito entre 1964 e 68. O homem só pisou na Lua em 69 e mesmo assim Arthur C. Clarke descreveu o satélite bem parecido com o que ele realmente é. Ele é fera.

O filme do Kubrick fez tanto sucesso que o público pressionou o Clarke para escrever uma continuação explicando a brisa doida que é aquele final. Alguém não viu 2001? Bom, olha o spoiler: o final é confuso. O astronauta David Bowman cai, perto de Júpiter, numa fenda espacial, aparece num quarto todo luminoso, se vê velho e, supostamente, volta para a Terra como um bebê dentro de uma bolha.

É inconclusivo e é bem legal desse jeito. Li uma vez que nem o próprio Kubrick tinha definido um sentido racional específico para a sequência. Ele tinha a sua explicação particular preferida, como todo mundo que assistiu.

Mas a inconformidade do povo, que quer sempre tudo bem explicadinho, fez o Clarke escrever 2010 – Uma Odisséia no Espaço II, que virou filme também, em 1984 (assisti e achei legal, menos que o 2001, claro). Daí pra frente ele se empolgou: fez 2061 – Odisséia III e, finalmente, 3001 – A Odisséia Final. Não li nenhum desses dois ainda, mas já comprei e estão na pilha aqui. Os outros dois eu indico.