Férias!!

26 12 2008

Gracias a todos os hermanos argentinos que mandaram comentários ! Estou de férias no interior de São Paulo. Só tive acesso a internet hoje, agora. Levei um susto com a quantidade de gente falando. Gracias de verdade! ^^

Na próxima semana estou de volta a SP. As coisas voltarão a boa e velha rotina rotineira… Estranho, mas até sinto falta dela, um pouco… ^^





C’est fini

23 12 2008

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Comprei um Jabba pra usar de chaveiro… Mas ele é grande e pesado demais. Tô usando pra segurar os papeis na minha mesa – como o meu iphone quebrado…

Ah… Sete horinhas de sono. Tá bom, até. Comparado com a correria desse mês… Hoje vou para Indaiatuba, ajudar papai e mamãe a preparar a festa de Natal e final de ano. Tiro essa semana pra descansar um pouco. Em janeiro começa tudo outra vez.

2009 vai ser um ano muito foda, pode esperar! ^^





Argentina Rox!!

23 12 2008

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“Gracias a todos de Argentina por todo el carinho e pela excepcional recepción a mi e a Koji Wada! (me entiendem?).”

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Os três shows em Buenos Aires foram divertidíssimos. O público argentino é fabuloso. Um dos mais animados do planeta, sem dúvida. Lá, ainda não há tantos shows com cantores japoneses de anime songs como no Brasil. Eles adoraram os clássicos de Digimon do Koji Wada e os covers que cantei de Haruka Kanata e Cha-la-head-cha-la. Lembrei da minha própria empolgação quando assisti o meu primeiro Super Hero Spirit, em 99. É muito foda poder ajudar a levar isso para os meus hermanos latinos!

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Ficamos quatro dias em Buenos Aires. O Leo, parceiro do Takashi lá (e cabeça da recém-fundada Yamato Argentina), nos empurrou goela abaixo os melhores rangos da cidade. Sério! Acho que nunca comi tanta coisa boa em tanta quantidade e em tão pouco tempo. Entramos num agradável loop “comer- cantar-comer-dormir” que durou toda a estadia. Só tenho a agradecer.

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Todo o pessoal do staff foi fantástico. Muito atencioso. A Delfina (intérprete) e a Silvana (cordenadora) viraram grandes amigas. No último dia, depois do show, até participamos de uma sessão filosófica sobre a vida, o mundo, Star Wars, EUA, Darwin, Japão, ateísmo, Brasil, Argentina… Foi um papo cuidadosamente conduzido pelos 6,5% de teor alcólico de três Stella Trois geladas. Nada que tenha atrapalhado a nossa lucidez. A birita só facilitou as coisas. Fez o portunhol sair mais fácil. ^^

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Yo, Silvana e Koji Wada – Silvana é jornalista e sabe tudo sobre vinhos e cervejas. Escrevia uma coluna sobre o assunto para uma revista especializada de lá. Fascinante!

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Delfina nos ajudou muito também! Gracias!! (as fotos desse post são dela)

Outra pessoa que marcou esses quatro dias foi o Shige-chan. Esse foi o apelido carinhoso que eu e o Wada demos para o sr. Cláudio Shigeki Shimabukuro. Ele é japonês e mora há sete anos na Argentina. Trabalha com turismo e nos ajudou a organizar os horários durante a estadia. O mais legal no Shige-chan é a sua neura em respeitar desesperadamente o cronograma do evento. Ele entrava em pânico quando propunhamos qualquer mudança, nem que essa mudança fosse querer voltar 15 minutos mais cedo ao hotel ou sair durante a tarde para comprar uma água no shopping – que ficava na esquina. Uma figura. Só vendo. Gostei muito de trabalhar com ele e espero vê-lo de novo na próxima vez que estiver em Buenos Aires.

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Dei muita risada também com o Gabriel e a Lucy – dois cosplayers brasileiros fodões que foram se apresentar lá. Nosso portunhol, por mais bizarro e errado que seja, funcionava. O do Gabriel menos. Quando ia falar com algum argentino, ele começava as frases com “tipo…”, forçando o “t” e arredondando o som do “o”, como se isso fosse ajudar na compreensão da palavra. Demais!

O Wada voltou para o Japão feliz pra cacete. Já disse que quer vir morar uns meses desse lado do globo e aprender português ou espanhol. Será sempre bem vindo!

Mês que vem tem show em Brasília. Vou cantar umas músicas com o Nobuo Yamada. Vou ter muito mais histórias pra contar, pode apostar.

Gracias a todos!!





São Francisco Vs Hitchcock

20 12 2008

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Peguei do Matias.

Continuo na Argentina. O primeiro show foi ontem. Sexta-feira, sabecomé, né? Os orgaizadores esperavam mais gente. Mas não importa, foi legal do mesmo jeito. E nem tinha tão pouca gente assim, umas 400, acho. Hoje, sabadão, a expectativa é muito mais alta.

Cantei Nuppu! Shippu! Psybuster, mas o povo não conhecia muito… Hoje talvez tente Hagane no Messiah…

Ganbarimasu!!





Shows e mais shows!

18 12 2008

Os shows em Santiago foram muito bons. O primeiro aconteceu num barzinho chamado Boomerang. Um bar comum, desses que vamos as sextas-feiras a noite com os amigos. O segundo andar foi tranformado num espaço intimista de show com capacidade para umas 120 pessoas – a casa estava lotada!

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Programa de TV chileno para divulgar os shows. Meio Gugu com Ana Maria Braga. Acho…

No dia seguinte, cantamos no evento Anime Festival. Muita gente e muita energia de um público que nunca tinha visto o Kageyama cantar ao vivo os temas de Dragon Ball Z – coisa que causa um impacto enorme em todos os lugares em que o desenho passou.

Cantei algumas músicas do JAM com os dois e Go Go Power Rangers com o Endoh. Foi muito legal.

Gracias hermanos!!

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Foto roubada do blog do Endoh. Show do dia 13 no Anime Festival.

Saindo do show, sábado, dia 13, entramos correndo na van e fomos para o aeroporto pegar o vôo de volta para São Paulo. Chegamos de madrugada e fizemos uma boquinha num restaurante de comida japonesa, na Liberdade – um dos pouquíssimos que ficam abertos de madrugada. Enrolamos um pouco mais e voltamos para o aeroporto! Nosso vôo pro Rio de Janeiro saia as 7 e pouco da manhã. Dureza…

O Kageyama e o Endoh queriam conhecer o Rio desde a primeira vez que vieram pra cá. Os japoneses, como todo o mundo, associam Brasil a carnaval, Cristo Redentor, praia… Eles acham que moramos num gigantesco Rio de Janeiro com a Amazônia de brinde. Claro que os dois, hoje, sabem que isso não é verdade. Eles adoraram o Rio mesmo com a chuvona que caiu. O show foi demais também. Quatro mil pessoas se aglutinaram na frente do palco pra assitir. Mais público que qualquer Super Hero Spirits. Talvez até mais gente que a casa de show do último live do JAM comporta.

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Outra roubada do Endoh. Show no Anime Family, no Rio. Mó galera!

A dupla voltou dia 15 pro Japão feliz da vida por ter descansado um pouco e feito boas apresentações. Ano que vem tem mais!

… e, sem quase tempo nenhum pra tirar nem uma soneca, embarquei hoje pra Argentina com o Koji Wada. Vamos fazer um show no evento Animeku (anime + otaku, e não o que você pensou), organizado pela filial da Yamato aqui.

Acabei de chegar no hotel. Saí de casa, lá em SP, as 4 da manhã. Tô meio zonzo ainda.

Assim que tirar umas fotos posto aqui.





Mais fotos do Chile

12 12 2008

O Kageyama comprou uma câmera poderosa no Japão e está todo empolgado tirando fotos pra lá e pra cá. Eu pedi as que ele tirou do nosso passeio de ontem por Viña del Mar e Val Paraíso. Aqui estão algumas:

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Este é o lugar onde acontece o festival musical de Viña del Mar – o maior da América Latina. Cabem 25.000 pessoas!

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Um dos elevadores de Val Paraíso.





Que passa, ueon!?

12 12 2008

Chile!! Continuamos por aqui, por enquanto só passeando. O ar da cidade, pelo menos onde estamos hospedados (Providencia), é leve e limpo. Deve ter alguma influência da cadeia de montanhas que cerca boa parte da cidade. A Cordilheira dos Andes inclusive.

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Hoje fomos para Viña Del Mar e Val Paraíso, os dois pontos turísticos mais famosos da cidade. Val Paraíso é uma cidade história, tem 300 mil habitantes e é bastante montanhosa. Seu porto foi a principal entrada para a America Latina até a construção do Canal do Panamá. Ainda hoje, as pessoas que moram aqi usam elevadores rudimentares para subir pelas montanhas. Eles ainda funcionam bem (bom, dá um pouco de medo…), apesar de terem mais de cem anos.

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Val Paraiso também abriga o Congresso chileno. Aqui, não existem estados. Tudo é meio que centralizado em Santiago. O país é dividido em regiões, que abrigam uma ou mais cidades. Val Paraiso e Viña Del Mar ficam na quinta região. Cada região tem um governador e cada cidade um administrador público. É um esquema bem diferente do comum, mas parece que funciona bem.

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Seguimos pra Viña Del Mar, o resort turístico do país. É nesta cidade que acontece o maior festival de música da América Latina – o Festival de Viña – famoso pelo público implacável, que vaia sem dó quem não agrada (olha o que aconteceu com a Xuxa lá). Visitamos também uma praia bem bonita, banhada pelo Pacífico. Foi muito legal. A idéia era nadar, mas o tempo fechou a as águas do Pacífico são muito geladas…

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Amanhã o Endoh e o Kage vão cantar num bar daqui. Vou participar com eles nas músicas do JAM. Dia 13 faremos mais ou menos o mesmo show no evento Anime Festival. Tô ansiso pra ver a reação do público chileno. Não acontecendo o que aconteceu com a Xuxa já tá beleza!^^





Anime SUN in Natal

11 12 2008

Antes de mais nada: valeu mesmo a todo mundo que foi ao Steel Brothers Live, em SP no dia 6. Curtiram o show? Eles adoraram. Ano que vem tem mais!

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No dia seguinte, cedão, partimos pra Natal para participar do Anime Sun. Eita cidade linda! Saindo do aeroporto já dava pra ver as dunas e as praias paradisíacas. Paradisíacas mesmo. Tivemos um dia livre, depois do show, e uma menina que foi conosco conhecer os lugares bonitos da cidade no City Tour falou que não tem Cancun que ganhe de Natal em beleza natural. Eu acreditei. Não tem como não acreditar quando você está diante de uma montanha de areia entremeada por lagoas naturais. Dá vontade de jogar tudo pro alto e morar ali.

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Rolou um passeio de bugue também. Fomos até outras dunas, mais longes ainda. Descemos no Skybunda – uma espécie de rapel em que você é jogado de cima de uma duna e vai quicando com a bunda numa lagoa absurdamente bonita. O Endoh e o Kageyama quase foram pro Consulado pedir a cidadania brasileira depois dessa!

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Depois torrar a pele, cantar, comer bem e trocar uma idéia com a galera bacana de Natal, embarcamos pro Chile, onde estamos agora. Fazia um tempo que eu não via a Fran, o Sabastian, o Felip e cia. Foi uma farra encontrar todo mundo. O evento é sexta-feira e a expectativa dos chilenos é a melhor possível. Amanhã, como não temos nada programado, a Fran vai nos levar pra Vina del Mar, um dos principais pontos turísticos da cidade. Praia de novo. Dá-lhe protetor solar!

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Acho que não aproveito o verão assim, tão intensamente, desde quando era moleque e ia viajar com a família! ^^





Eles estão entre nós

5 12 2008

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Kage e Endoh chegaram quinta. Fomos comemorar numa noitada de bebedeira “pede uma ganha outra” no Fridays. Estava rolando um lance mexicano lá. Fomos coagidos pelos garçons a ficar tomando doses de tequila. Mandamos várias, ganhando outra em seguida. Nem precisa dizer que o álcool venceu. O Kuwagaki, o manager deles, acabou até tomando umas bolachas, olha só.

Eles estão animadões pro show! Amanhã o bicho vai pegar. Espero todo mundo lá.





Reta final

2 12 2008

Estamos na reta final para o show. É hora da gente dar aquela agitada geral. Chamar amigos, mãe, cachorro, professora… Todo mundo que estiver por perto pra ir. Quem participa ou souber de fóruns legais, sites, etc, pode pegar o release lá no site oficial e mandar. Ajuda bastante. Vamos encher esse show ao máximo para que possamos ter outros cada vez maiores.

Conto, mais uma vez, com a ajuda de todo mundo!!

E sabadão a gente se vê lá, heim!! ^^





Coluna no jornal Anikan

1 12 2008

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Existe um jornal no Japão, o Anikan, especializado em anime songs. Recentemente eles deram uma coluna aos membros do Jam Project. Todos os meses, um escrevia e, no final, escolhia um tema para o próximo desenvolver. Eu estava atrás do Kitadani nessa fila. Recebi o assunto “Jam Project visto pelo Brasil”. Comecei a escrever e me empolguei animal! A coluna ficou com o dobro de tamanho e teve que ser dividida em duas partes… Apesar de ter dado trabalho, eles gostaram. Vou publicar aqui uma tradução rápida e tosca que fiz:

A… Ma… Zooooooooon!!

Quem fala é o membro brasileiro do JAM, o Ricardo Cruz. Escrevo desta gigantesca cidade chamada São Paulo – que, a propósito, é a segunda cidade (depois de Tóquio, óbvio) que mais tem shows de anime songs no mundo!

As músicas de anime têm uma longa trajetória no Brasil. A primeira delas exibida aqui foi a canção de abertura de National Kid, nos anos 60. O meu pai, que tem 60 anos, canta essa musiquinha sempre que tenta explicar para alguém o estilo musical com o qual eu trabalho no Japão… Bom, não que eu cante essas coisas, mas… Deixa ele.

Os anime songs estourarm mesmo quando eu era criança. Foi no final dos anos 80, durante a febre pelas séries de tokusatsu. A música dos Changeman marcou em especial. Pode-se dizer que a voz do Hironobu Kageyama foi ouvida por uma geração de, então, jovens brasileiros.

No entanto, o começo de algo parecido com uma indústria de anime songs aconteceu em 2003, com o primeiro Anime Friends. Os convidados foram o Hironobu Kageyama e o Akira Kushida, que protagonizaram o primeiro show do gênero aqui. Dessa maneira, o JAM Project (ainda só com três anos de vida) também foi, aos poucos, sendo conhecido pelos fãs brasileiros.

Eu acompanho o JAM desde que o grupo se formou. Nessa época, eu estava fazendo intercâmbio no Japão. Morava em Utsunomiya, na cidade de Tochigi. Todas as manhãs eu ouvia Soultaker indo de bicicleta para a escola.

Jamais imaginei que um dia fosse catar ao lado desses meus ídolos. Me sinto muito honrado em poder fazer isso. Sempre segui uma filosofia de vida baseada na realização pessoal, que tentei expressar um pouco na letra da música Sempre Sonhando. Procurei seguir os meus sonhos e alcançar os meus objetivos optando por caminhos diferentes daqueles impostos por autoridades que julgam saber o que é bom para todos. Apesar de ter encontrado alguma dificuldade, hoje olho para trás e vejo que tudo valeu a pena.

O meu encontro com o JAM foi a realização de um sonho. E participar do grupo me fez perceber o poder que a nossa força de vontade tem. Nada é impossível. Com um objetivo claro em mente e bastante esforço, tudo o que você quer tem muita chance de se tornar realidade. Basta acreditar.

Portanto, acho que o JAM Project visto pelos olhos do público brasileiro é uma grande fonte de inspiração para os fãs não desistirem daquilo que acreditam e desejam para as suas vidas. Pode ser um trabalho, um amor, um projeto de vida, uma viagem, não importa. O JAM e o fato de hoje eu fazer parte dele simboliza essa corrida atrás do que se acredita e tenho certeza de que, apesar das dificuldades, um brasileiro que conhece e gosta do JAM hoje vai pensar duas vezes antes de desistir de qualquer coisa que realmente queira para si.

Agredeço do fundo do coração a todos os membros do grupo, de quem continuo sendo muito fã, e a todos que acreditaram em mim e possibilitaram que tudo isso pudesse acontecer. O meu próximo sonho é, através das músicas de anime, que eu tanto gosto, lançar cada vez mais idéias nas quais eu acredito e que outras pessoas, quem sabe, possam acreditar também. Se isso acontecer, já estarei mais do que satisfeito.

Conto com o apoio de todos. Continuemos Sempre Sonhando!

Valeu Flávio Dória, do Animesongs.com.br, que conseguiu o scan do jornal. Eu não tinha visto ainda!