Cover Corner – Senshi Yo Tachiagare!

2 02 2010

Conhecem essa música? É tema do anime Psybuster, uma das primeiras músicas de anime que o Masaaki Endoh gravou. Bem, a que gravei aqui é uma versão lenta desse tema que o Endoh gravou pro disco Akogi na Futaritabi Daze!, lançado no começo da década no Japão. Gosto o suficiente dessa balada pra dizer que ela foi uma das músicas que me fizeram ter vontade de começar a cantar. Registro a minha homenagem nesse cover! Ah, claro: quem está tocando o violão é o parceiro de jornada Carlos Tsukada, da banda Wasabi. Acho que faz uns bons 3 ou 4 anos que ele gravou isso. Achei a faixa perdida aqui esses dias e tive a ideia de gravar pro blog. Valeu, brother!





Fábrica de sonhos

28 01 2010

Escrevi esse texto em 2008 para uma revista que não chegou a ser publicada. Nele, conto como foi a minha visita aos estúdios de Oizumi da Toei Company em 2007, onde há décadas são rodadas as cenas em estúdio de todos os tokusatsu dessa empresa. O Hiroshi Watari, que batia cartão lá todos os dias na época em que estrelou Sharivan e Spielvan, e o Renato Siqueira, as fotos são dele, me acompanharam nessa viagem. Fomos num dia aleatório, sem saber direito o que estaria acontecendo. Como era janeiro, topamos com a gravação de Gekiranger. Bom, o resto você lê no texto, aqui:

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A Toei Company é o maior estúdio de animação e seriados de super-heróis do Japão. Estivemos lá acompanhando um dia das filmagens de Gekiranger, do tradicional gênero dos super sentai, para entender melhor como funciona essa mítica fábrica de sonhos.

“Oizumi desu! Oizumi desu!”. A voz inconfundível da senhora (ou senhorita) que anuncia as estações de trem e metrô no Japão informava que acabávamos de chegar ao nosso destino. As oito da manhã, em pleno inverno japonês, chegar até Oizumi, saindo de Shibuya, parecia uma jornada interminável. Foram duas ou três trocas de linha, se não me engano, num percurso que levou uma sonolenta hora e meia. Pudera, só num lugar afastado da capital Tóquio, com menos prédios e mais espaço livre, é que poderiam estar as enormes instalações da Toei Company, a maior produtora de desenhos animados e seriados do Japão.

Lá, ficam os estúdios da Toei Filmes e da Toei Animation, dois braços de uma mesma e gigantesca empresa, que nasceu em 1953 e, ao longo dos anos, se firmou como uma das mais possantes máquinas de entretenimento do Japão. Em seu catálogo de produções animadas, constam alguns dos maiores êxitos da área, como Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, One Piece, Slum Dunk… Só para citar títulos que estouraram também no ocidente. Sua divisão internacional distribui uma quantidade ímpar de animes pelo mundo todo e, antes em parceria com a Saban Entertainment e agora com a Disney, toca há mais de uma década e meia a franquia dos Power Ranger. 

Em se tratando de super heróis, a produtora não perde pra ninguém: mantém no ar a família dos Kamen Riders há mais de quinze anos (entre muitos vai e vem) e há trinta e três a dos Super Sentai (os esquadrões coloridos). Produziu o Jaspion, a trilogia dos Policiais do Espaço e muitos, muitos outros justiceiros de todas as cores e tipos. Durante os anos de 1970, auge dos tokusatsu, a Toei chegou a produzir mais de dez séries por ano. Não é à toa que, dentro deste gênero, ela definiu tendências, inovou, acertou, errou e vem tocando até hoje um filão que já faz parte da cultura popular de praticamente todo o planeta (afinal, quem não sabe o que é Power Rangers? A idéia original é japonesa e foi a Toei que lançou o formato em 1975, com o Esquadrão Secreto Goranger).

Rumo ao QG dos monstro de borracha


 

Andamos uns dez minutos pela pacata região de Oizumi até nos depararmos com as duas grandes construções que abrigam a divisão de animação e live-action da Toei Company – uma fica de frente para a outra. Além de mim, convidei o amigo de longa data Renato Siqueira e, como guia, tivemos a ilustre ajuda de Hiroshi Watari, ator hoje quarentão que viveu muitos dos heróis que vi na minha infãncia. Ele foi o Boomerman no Jaspion, que, apesar de ser o seu personagem mais lembrado no Brasil, não é o principal da sua carreira. Antes disso, ele viveu o protagonista de Sharivan, o segundo Policial do Espaço (passou aqui na Record no começo dos anos 90) e de Spielvan, rebatizado no Brasil de Jaspion 2. Como dublê, Watari está na ativa desde o começo dos anos 80, quando veio com a cara e a coragem do estado de Niigata tentar a vida em Tóquio e realizar o seu sonho de trabalhar com ação. Ele é “o cara” dos tokusatsu.

“Nossa, faz pelo menos dez anos que não venho aqui”, lembrava ainda dentro de um dos trens que estavam nos levando até Oizumi. Pergunto se ele ainda lembra o caminho. “Mas é claro! Vim aqui rigorosamente todos os dias durante anos”. Watari entrou para o cast da Toei por ser dublê do JAC, o Japan Action Club, grupo responsável por coordenar e executar as cenas de ação desses programas desde o final dos anos 70. No começo e meio da década de 80, a produtora mudou o estilo de suas séries infantis, escalando dublês como protagonistas de alguns programas ao invés de atores/ modelos, que não sabiam lutar. “Antes, para ser um herói era só ter um rosto ajeitado e saber dar uns pulos aqui e uns chutes alí”, lembra. “Quando eu entrei para o JAC, em 81, a coisa estava mudando. Os protagonistas das séries passaram a ter que saber lutar também. O Jaspion, que faz tanto sucesso no Brasil, foi interpretado pelo Seiki Kurosaki, que originalmente também era dublê”. 

O nosso guia estava no lugar certo, na hora certa. Levou seu primeiro papel principal, em Sharivan, com apenas 19 anos e engatou vários outros trabalhos na sequência. “Era uma época muito divertida. Pena que hoje a coisa tenha voltado ao formato antigo de escolher atores através de agências de modelos e audições para rostos bonitinhos…”, reclama.

 

Chegamos. Na porta, uma pausa para tirar fotos e registrar o momento histórico de pisar no lugar onde tudo o que acompanhei quando moleque foi feito. “Isso aqui não muda…”, exclamava Watari enquanto entrávamos no complexo que abriga vários estúdios de gravação, um ao lado do outro, como se fosse uma mini cidade. Nosso objetivo ali era acompanhar um dia das filmagens de Gekiranger, o seriado da linha “super esquadrões coloridos” que ficou no ar até o começo deste ano. As filmagens começariam depois do almoço. Estávamos um pouco atrasados.

A idéia original era assistir uma gravação do núcleo dos heróis, mas naquele dia só estavam acontecendo as filmagens dentro da base inimiga, com os malvados da história. Entramos numas das casas, onde o set ainda estava sendo montado. Os vilões de Gekiranger são baseados em clãs imperiais chineses antigos. O cenário conta com uma escada que dá para uma parte elevada com um mesanino onde ficam dois monstros enormes -  os guarda-costas do líder do clã. Ao redor, diversos pilares vermelhos decorados com dragões sustentam o teto de um suposto palácio tradicional montado pela cenografia. Pelos cantos, dublês vestidos de soldados rasos se aquecem, pois logo mais eles atuarão numa cena em que o líder do bando, Rio, conversa com sua serva, Melle – uma ninfeta vestida numa fantasia que lembra um camaleão.


 

Enquanto um batalhão de staffs prepara o cenário, Watari nos leva para conhecer o diretor de câmera do seriado, Masao Inokuma. Figura lendária dos tokusatsu da Toei, ele faz esse tipo de programa desde 1972, quando rodou a série Ciborgue Kikaider. O próprio Watari foi dirigido por ele em todos os programas em que atuou. O clima é de amizade e reencontro. O intérprete de Boomerman foi logo avisando: “o sr. Inokuma foi a pessoa que deu vida a quase todas as produções que vocês gostam e que fizeram sucesso no Brasil. Ele é muito ocupado. Saibam que é bastante raro poder conversar assim, cara a cara, com ele”. Inokuma, modesto, rebate: “que bobagem, raro mesmo é encontrar brasileiros assistindo as filmagens de um programa infantil japonês!” – genial.

As origens


 

O embrião do que viria a se tornar a Toei Company nasceu em 1949 com o nome de Distribuidora de Filmes Tokyo. Em 1951, essa empresa se fundiu às produtoras Oizumi Filmes e Toyoko Filmes, dando origem a Toei Company. Nessa fase, a Toei contou com investimentos pesados principalmente da equipe vinda da Toyoko Filmes, cujo objetivo original era o desenvolvimento da região por onde passava a linha expressa de trem Toyoko (que liga TÓquio a YOKOhama). Para isso, eles administravam alguns cinemas nas regiões de Tóquio, Yokohama e Shibuya. Com o fim da Segunda Guerra, a Toyoko, que já possuía um estúdio próprio, arrendou um segundo de uma das grandes companhias cinematográficas da época, a Daiei, e passou, além de exibir, também a produzir filmes. 

Com a junção, em 51, os antigos membros da Toyoko Filmes queriam criar, através da recém-nascida Toei, o que eles chamaram na época de a “quarta linhagem”. Ou seja, a quarta grande potência do cinema japonês que, apesar de ter chegado relativamente tarde, poderia brigar de igual para igual com os três estúdios onipotentes da época: Toho, Daiei e Shochiku.

Na segunda metade dos anos 60, com a queda de popularidade do cinema e a ascenção da televisão, a Toei tentou ganhar público apostando em filmes erótico-grotescos (os ero-guro), que jamais poderiam ser mostrados na nova mídia. Dramas de época com bastante ação e samurais também eram a especialidade do estúdio, ao lado dos filmes de sobre a Yakuza, a máfia japonesa. No entanto, não teve jeito: a televisão enfraqueceu mesmo a frequência às salas e não dava mais para depender só delas. Assim, eles começaram a investir e produzir bastante para a TV Educativa Japonesa, mais tarde rebatizada de TV Asashi, com a qual já possuíam uma parceria desde 1959. Hoje, a Toei Company é a segunda maior acionista da TV Asahi, que é uma das maiores emissoras privadas do Japão. Essa parceria sempre garantiu ao estúdio terreno fértil para escoar suas produções na tela pequena.


 

Correndo por fora, a divisão de animação Toei Animation crescia bastante desde a sua fundação, em 1956, quando a Toei comprou o tradicionalíssimo estúdio de desenhos animados Nichido Eiga. Em 58, produziram o primeiro longa-metragem em animê colorido da história, A Lenda da Serpente Branca. Desde então, a produção nunca parou. De lá, saíram clássicos como Galaxy Express 999, Candy Candy, Mazinger Z e tantos outros. Nomes de respeito, como Hayao Miyazaki (Meu Vizinho Totoro, A Viagem de Chihiro) e Go Nagai (Mazinger Z) começaram na Toei Animation. A partir da década de 1970, a Toei Comapany e todas as suas adjacências formavam a maior potência de entretenimento no Japão… e nós estávamos lá agora.

Atenção… Gravando!


 

De volta ao estúdio dos inimigos de Gekiranger, a primeira cena está pronta para ser rodada. É uma sequência em que Melle se transforma em sua versão monstro. Depois de algumas horas esperando, a atriz novata Yuka Hirata, sempre com sua empresária a tira colo, limpando o seu suor e lhe dizendo o que fazer, se prepara para entrar diante da câmera. Yuka tem 25 anos e foi selecionada para ser a vilã da série numa audição em que não conseguiu o papel para ser uma das heroínas – sorte dela: ultimamente os vilões estão fazendo até mais sucesso do que os mocinhos.

Na frente de um fundo azul, que será substituído mais tarde digitalmente por algum cenário através da ténica de cromakey, Melle grava deitada várias cenas curtas, como se posasse para uma foto. Depois, sai de cena e na frente do mesmo fundo entra um dublê com a fantasia do monstro em que seu personagem se transforma nas horas de batalha. Pronto, a transfomação está feita. Mas tudo é muito lento, muito meticuloso e fora de ordem. Filma-se primeiro o que é mais prático. As cenas que ela acabou de gravar entrarão no clipe de abertura da série.


 

O outro vilão, o chefão, é vivido pelo ator Hirofumi Araki, mais um novato que não se encaixou no perfil de nenhum dos heróis na hora da triagem. Durante as filmagens ele parecia entediado. Tinha que esperar a sua vez de entrar em cena e nada ali fluía com rapidez. Me aproximo e pergunto se ele fica nervoso antes de filmar. “Sim, bastante. Eu sou novo na área, não tenho a prática dos veteranos. Ainda estou aprendendo muita coisa e não quero empacar as filmagens”, confessa. 


 

Hirofumi vive o personagem Rio (o erre aqui tem o mesmo som que na palavra “piRIquito”). Aproveito e lanço: “você sabia que Rio é o nome de uma famosa cidade brasileira?”. Ele: “sim, claro! É a cidade do samba, do carnaval, não é?”, responde curioso. Digo que sim e explico que os super sentai fizeram muito sucesso no Brasil até o meio dos anos 90, mas, infelizmente, hoje tudo chega na versão Power Rangers. “Sério? Já ouvi dizer que nos EUA eles alteram a versão original dos programas, mas não sabia que era essa a versão que vocês têm acesso”. Pois é, Rio… “É uma pena, seria bom se todos assistissem na íntegra o trabalho que estamos fazendo aqui”. Só pra constar: Gekiranger chegará ao Brasil como Power Rangers Jungle Fury, que estreou este ano nos EUA.

Bom, chega de papo. Está na hora dele atuar. Hirofumi fará uma cena com Yuka. Pelo que entendi, ele fala que vai acabar com os heróis e a garota o elogia com alguma frase piegas – básico. Tudo pronto. Texto decorado. Ensaio feito. Rodando! Um, dois, três, quatro takes. Cada um captado de uma maneira diferente. Num deles, a câmera desliza pela grua ao redor dos personagens. Pela lentidão com que a coisa é feita, é difícil imaginar como a produtora consiga entregar um capítulo inteiro todas as semanas. E nos anos 70, então, quando mais de uma dezena de seriados eram gravados sem parar? É, não estou mesmo acostumado.

De repente, Watari quebra a minha concentração avisando: “olha quem está aqui, a Magi Pink!”. Olhando para trás dou de cara com a atriz Ayumi Beppu, que em 2005 foi a integrante rosa do esquadrão Magiranger (base de Power Rangers Força Mística). Ela é lindíssima. Diferente de muitos novos atores que participam de programas infantis, Ayumi vem conseguindo seguir carreira na TV e no cinema depois que a série terminou. Ela estava na Toei fazendo uma audição para o filme Kamen Rider The Next. Não conseguiu passar. Semana que vem ela fará outra, para outra produção. “Ah que saudades de vocês!!”, gritava o tempo todo para a equipe e para os dublês, com quem desenvolveu uma amizade durante o ano em que foi a Magi Pink.


 

Ayumi é pequena, delicada, não parece ser capaz de fazer mal nem a uma mosca. Como ela conseguiu fazer as cenas de ação? Não resisto e pergunto. “Era bem puxado! Eu ficava exausta… Tinha algumas cenas que eu até pedia para passarem para outra pessoa fazer”, revela. “Se bem que, tendo essa equipe de ação maravilhosa nos dando suporte, tudo ficava mais fácil”, dando uma puxada de saco básica nos integrantes do JAC. 

Enquanto o papo rolava, as filmagens avançavam. Agora, é a vez dos soldados rasos do império se apresentarem. Todos, uns oito deles, terão que fazer uma coreografia de kung-fu. Em seguida, um deles se transformará no monstro do episódio. Quando a câmera começa a gravar, você entende porque o JAC é até hoje a equipe que cuida das sequências de ação dos live-actions da Toei. Eles são fantásticos e versáteis. Alguns ali fazem isso há décadas, desde a época que Watari salvava a Terra. “Se eu tentar fazer isso hoje, acho que quebro no meio”, brinca o ator assitindo ao ensaio dos ex-colegas. Realmente, os golpes e pulos em estilo chinês feitos ali não deixam nada a dever aquelas acrobacias mirabolantes dos filmes de Hong Kong. 

Gravando! Mais uma vez! Outra. Mais outra… Pronto. Agora é a vez de Rio mostrar um amuleto para câmera, em close. Toda a estrutura precisa ser mudada para isso. Yuka já está sentada no chão, parece exausta. E ainda a programação do dia está só na metade. 

Watari: como todo o filme e série, isso aqui é um quebra- cabeças que só será montado na hora da edição. 

Eu: verdade.

Watari: na época do Sharivan e do Spielvan, chegávamos as seis da manhã e geralmente só terminávamos de madrugada. Todos os dias. Pra piorar, nessa época eu dormia num alojamento terrível. Tinha só um futon no chão e nem trancar a porta eu conseguia! Acordava quebrado… 

Eu: caramba!

Watari: mas era divertido. Muito divertido. Foi a melhor época da minha vida. 

Corta!

Depois de mais de quatro horas ali observando tudo, resolvemos dar uma volta pelos outros estúdios. “Aqui do lado fica o cockpit do robô-gigante dos Gekiranger”, indicou alguém que fumava por ali. Demos uma olhada e, realmente, estavam lá as três estruturas gigantes em forma de caninos que identificam o local místico em que os heróis ficam para controlar seu robozão.

“Acho que as séries de hoje em dia perderam muito o charme”, comenta Watari, fã de histórias mais sérias e de efeitos especiais feitos a moda antiga. “Tudo hoje é resolvido com CG. Um pulo, um raio, uma transformação… Antigamente, fazíamos tudo ‘na raça’. Se era pra pular do penhasco, íamos lá e pulávamos, se era pra fugir de uma explosão, fugíamos. Eu sou dublê, né! Gosto de fazer essas coisas. Sinto que hoje a coisa está pasteurizada demais. Isso tira o charme das produções, faz parecer só mais uma entre um monte”.

Atualmente, a Toei Company produz duas séries principais todos os anos: os Super Sentai e os Kamen Riders. Os Riders são bem mais sérios que os esquadrões. Apesar do visual colorido, das armas e acessórios prontos para virarem brinquedos, o roteiro é focado em mistérios e temperado por drama e aventura. Há quem diga que os Riders de hoje são uma mistura de Arquivo X com Power Ragers. Talvez seja por aí mesmo. No entanto, na opinião de Watari, exibir as oito da manhã dos domingos uma série mais pesada como a dos Riders, que apela ao público infantil pelo visual e não pela história, não é uma boa jogada.  

“Hoje as séries dependem muito do merchandising. Já são criadas pra vender brinquedos. Ouvi dizer que os últimos Riders não vêm alcançando vendas tão boas, isso pode ser perigoso para a manutenção do gênero no ar”, especula. E, puxando a sardinha para o seu lado, lança: “eles bem que poderiam voltar com os Policiais do Espaço…”.

Já era noite e resolvemos ir para casa. As gravações continuavam, sem hora para terminar. “Obrigado por tudo, desculpe o incômodo”, Watari cumpre a etiqueta japonesa à risca e em troca, recebe um sorriso de um dos dublês vestido de monstro e um “apareça mais!”, de Inokuma. De lá, seguimos para a estação de trem. Deu preguiça de encarar de novo a longa jornada até Shibuya e decidimos comer um lámen por ali mesmo. “Eu pago”, se adiantou o nosso herói.

Depois de um dia inteiro acompanhando as gravações de uma série que faz parte de um gênero que eu particularmente gosto tanto, fiquei com uma sensação estranha. Olhar de perto a confecção daquilo que você cresceu assistindo e usando para escapulir da realidade, seja fingindo ser um monstro do espaço ou um guerreiro metálico, quebra um pouco a magia. Uma magia que ainda permanecia intacta em algum lugar.

“Eu acredito que antigamente as crianças sonhavam melhor com esses seriados”, comenta Watari, de boca cheia, outra vez defendendo a sua geração. Mas é verdade. Não sei se é porque eu fiz parte dessa geração e tendo a defendê-la – assim como o meu pai diz que no tempo dele as coisas eram melhores… De qualquer maneira, estando na Toei, você sente um pouco a responsabilidade dos profissionais encarregados em manter a máquina girando. De fazer com que a tradição continue se renovando a cada ano. E eles sabem melhor do que ninguém como fazer isso. Watari não nega: “a Toei tem um papel importante em relação as crianças japonesas. Ela lhes dá material para sonharem. Nós acabamos de sair de uma fábrica de sonhos!”, e completa, virando para o garçom, “a conta, por favor”.





Cover Corner – Portal

22 01 2010

Lembra do primeiro e único podcast que eu fiz aqui? Então, infelizmente não fiz mais e muita gente me cobrou (e me cobra até hoje!) para eu continuar pelo menos com a parte de músicas cover, em que canto os meus anime songs preferidos. Resolvi fazer isso. Um ano e tanto depois! heheheVou tentar postar uma música nova toda a semana, salvo imprevistos (devem acontecer…). Pra começar escolhi talvez a minha balada favorita do JAM, Portal – encerramento da edição do jogo Super Robot Wars que tem Rocks como abertura.A gravação foi feita aqui em casa mesmo, no estudiozinho caseiro que só uso para gravar demos… Portanto, não espere aquela qualidade sonora foda do CD. O espírito é a brincadeira. Espero que gostem, semana que vem tem mais (farei de tudo!).

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Já está na praça!

13 01 2010

Finalmente! O disco novo, de inéditas, do Koji Wada está a venda na Amazon. Basta ter um cartão internacional de crédito para comprar. Bem mais prático do que na época em que se precisava recorrer a lojas na Liberdade para conseguir material do Japão. Cansei de pedir coisas na Haikai e pagar o triplo do valor. Aquela gente metia a faca, mas eram outros tempo. Eles eram a única via. Agora não. Então, aproveitem. Esse disco vem com a faixa que gravei junto com o Wada, a Sem Barreiras, metade em português, metade em japonês. Ficou curiosa.

A página do CD na Amazon é essa aqui.





Burro na sombra

7 01 2010

Fechada a revista, fico uns dias de papo pro ar. Ah, como é bom. Amanhã vou para o interior, dar uma esticada nas pernas, tentar terminar um livro contra o qual estou lutando faz uns meses e assistir uma porção de filmes. A parte dos filmes comecei hoje. Finalmente vou assitir o Star Trek do J.J. Abrams e o Almost the Truth, do Monty Python (o DVD tá 24,90, vale até comprar!).

E, claro, tem quinta temporada de Lost na Globo! Alguém acompanha? Viram que a emissora carioca fez uma cagada federal? No dia da estreia, exibiram um especial que era para resumir a quarta temporada e contextualizar as pessoas para a quinta. Mas, cabeçudos, eles fizeram um resumão da própria quinta temporada! Quem ainda não tinha visto, engoliu spoilers até engasgar. Inacreditável.

Pra quem quer acompanhar a série mas não está por dentro, linko aqui um vídeo-recap muito bom que explica tudo o que você precisa saber para assistir a última temporada – estreia dia 2 de fevereiro se o Obama não confirmar um pronunciamento na TV nesse mesmo dia. Lost é sensacional. É difícil aparecer coisa tão boa na TV, portanto, recomendo!





Feliz 2010

6 01 2010

Feliz ano novo… para as moscas, pq faz tempo que não mexo no blog. Mas estou vivo, trabalhando e louco da vida por não conseguir colocar minha vida on-line em dia. Aproveitei o ano novo para tentar de novo!

Ontem fechei a terceira edição da Mixmag – aquela revista de música eletrônica que estou fazendo. Chega ás bancas daqui uns 15 dias. Se trombarem com ela, dêem uma olhada. Tem a Daniela Mercury na capa, vejam só!

Que mais? Ah, esse ano o JAM completa dez anos de carreira. Vai rolar muita coisa legal. CD novo, etc. Lá pelo meio desse primeiro semestre as coisas devem começar a sair. A turnê de aniversário será grandona também.

Tudo em seu tempo.

Quero voltar com a ideia do podcast tbm. Não só pra falar sobre anime e animesong, mas sobre qualquer assunto que dê na telha. Cultura pop, a maioria. Quero chamar uns amigos para participar, alguém se candidata?

Antes que eu esqueça: DVDs da Focus. Jiraiya saiu com a imagem melhor que o primeiro mas ainda assim pior que a dos outros – muito escura. Pelo jeito, não vai ter recall do box um, o que é uma pena e desrespeito com quem comprou e não gostou. Os do Jaspion e Changeman ficaram jóia. Gostaram dos extras? Os designs feitos pelo Ryu Noguchi e Yutaka Izubuchi são raridades que não mereciam ficar escondidas. Quem cria monstros melhor que essa dupla? Principalmente o Izubuchi, o meu preferido. De National Kid eu acabei não participando. Comprei. Sei lá, só tem uma opção de áudio – a caixa promete duas – e os extras não estão com a dublagem antiga, portanto, não vou comentar muito…

Enfim, estamos na área outra vez. Esse ano promete ser bom. Vamos trabalhar pra isso!





New release

7 10 2009

Vai meio atrasado mesmo: saiu o DVD novo do Jam Project! O show histórico no Budokan está inteiro documentado lá, com mais dois discos de extras mostrando ensaios e a bagunça divertida que foi a Hurricane Tour 2009. Ainda não assisti tudo, mas, putz, o show foi ótimo. Quem curte animesong de primeira não vai se arrepender de dar uma olhada.

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Amanhã, depois de uma maratona de reuniões, arrumo as malas para ir para o Chile. De lá posto as novidades!

Por enquanto, vou assistir o primeiro episódio de Fast Forward, série americana que anda sendo aclamada como “o novo Lost”. Será? Difícil heim… Mas vamos ver qual é. ^^





Nova TV, nova música

5 10 2009

Hoje, domingão (já é madrugada de segunda), fui até a Paulista ver quanto custam as TVs de LCD e plasma. Como estou de mudança daqui um mês (com sorte), quero aposentar a minha TV de tubo velha de guerra e finalmente ter o prazer de usar, pelo menos, um cabo HDMI para assistir DVD (não vou ainda muito com a cara do bluray) com imagem digital. Já tinha umas preferências e dados a confirmar sobre cada modelo. Mas resolvi pedir ajuda. Um consultor da FNAC explicou que as TVs de plasma são mais indicadas para cinéfilos que ainda estão com a vista boa. Isso porque elas têm o tempo de resposta zero. Boiou? Tempo de resposta é a espera, quase imperceptível, entre a exibição dos frames que formam a imagem completa. Quando esse tempo é alto, o fluxo da imagem é prejudicado minimamente, especialmente em cenas movimentadas, o que gera uma sutil truculência na transição de cada quadro no resultado final. 

Enfim, meio que decidi investigar melhor as TVs de plasma. Achava que elas eram piores, mas não. Há alguns anos até eram sim. Mas hoje duram tanto quanto as de LCD, que emitem mais luz, mas têm tempos de resposta geralmente maiores do que 5ms. Vou pesar os lados com calma mais uma vez e me decidir.

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Amanhã começa mais uma semana cheia de grandes emoções.  Além da correria com a reforma da casa nova, vou gravar uma música nova. Ainda é segredo… Mas até o final da semana acho que já dá pra contar. Fora isso, vou para o Chile participar do Anime Festival com o Endoh e o Kitadani. Terça devo fazer um ensaio das músicas que cantaremos lá. Algumas eu não canto desde a turnê do JAM. Preciso dar uma redecorada nas letras… Essa é sempre a parte mais difícil. 

Ah, pelo jeito o pessoal gostou da música que gravei com o Wada. Quero divulgá-la bastante por aí. Logo mais postarei a versão completa e a letra. Espero fazer cada vez mais parcerias assim, cantando também em português. Ficou bacana a mistura dos dois idiomas, né?





Segunda caixa

30 09 2009

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Peguei hoje o segundo box do Jaspion na Focus. Gostei! Ufa… Depois do bafão com o Jiraiya, rolou uma desconfiaça de toda a segunda leva de DVDs. Mas Jaspion ficou com a mesma qualidade do primeiro box. Tá excelente. Faltou o especial para vídeo que saiu no Japão na época, com os atores principais comentando os melhores momentos da série. Mas não teve jeito: seria preciso fazer outro licenciamento. De extra, tem o final do guia de monstros e vilões, com as ilustrações originais do Ryu Noguchi.

Changeman e (tcha-tchan-tchan-tchan) Jiraiya também estão a caminho. Garantiram que a imagem será melhor – mas, até agora, não há planos de fazer recall do box 1 do Jiraiya.

Estou fazendo os extras dos DVDs de National Kid também. O projeto visual da caixa está muito arrojado – serão prateadas. Muito legal eles lançarem a série completa de uma vez por todas. O problema é conseguir imagens decentes… Material do mascarado é escasso até na Toei, que não mandou coisa nenhuma até agora. Mas ainda temos algum tempo, vamos nos virando…





Nova música: Sem Barreiras

29 09 2009

Tenho uma noidade boa: gravei uma música com o Koji Wada! Foi muito legal. Gravamos depois da turnê do JAM desse ano, pouco antes de eu voltar para o Brasil.Já tínhamos essa ideia faz tempo, mas no vai e vem das coisas acabou só saindo agora. A música se chama Sem Barreiras – Kegarenaki Jidai he – , e é cantada metade em português, metade em japonês, com letra minha e dele nos respectivos idiomas.Vou colocar aqui um preview. Completa, sairá no MySpace do Wada e no seu novo CD que, em dezembro, vai estar também na loja virtual da Amazon disponível pro mundo todo. Espero que gostem! O Wada gosta demais do Brasil. Ele se diz inspirado pelo público daqui a fazer música não só para o Japão, mas para todo o planeta. A internet está aí pra facilitar isso. Esse nosso dueto é um primeiro passo nesse sentido.

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“Só não te dou outra porque…”

27 09 2009

Tá difícil manter o blog num ritmo aceitável… Mas vou continuar tentando.

Essa capa aí embaixo é um dos motivos que me afastaram daqui no último mês. Estou editando a Mixmag e a SAX Magazine, duas revistas bem legais (e diferentes), mas que dão uma trabalheira e exigem muito tempo. Fora isso, estou me preparando para um show com o Masaaki Endoh e o Hiroshi Kitadani que farei no Chile, dia 10 e 11.

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O segundo semestre será agitado musicalmente. Vou fazer uma pancada de shows por aí. Até pro Equador eu vou! Legal, né? Conhecer lugares através de convites para cantar anime songs é talvez o que mais me deixa contente nessa vidinha de meu deus.

Pra agravar as coisas até dezembro, estou de mudança, tocando uma reforminha que de “inha” não tem nada. É ridiculamente pequena, mas está demorando uma eternidade. Fora que me chamam toda hora pra olhar detalhes – o que está certo – mas cansa. Tem vezes que chego lá na obra para ver o parafuso do espelho da tomada…

Não estou reclamando não. Tá tudo bom. Se fosse pra reclamar, diria que o dia podia ter umas horinhas a mais e o Red Bull podia custar mais barato…





É nada não, moço!

24 08 2009

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Uma dica de leitura!

Grátis – Futuro dos Preços, do Chris Anderson, editor da revista Wired e especialista em internet. Ele fala sobre como o modelo de negócios ao redor da internet está caminhando para uma era em que tudo, ou quase, será de graça – e quem sacar isso, ganhará muito dinheiro.

Parece um paradoxo, mas não é. O Google, Youtube, Wikipedia, softwares livres são alguns exemplos. A rede wi-fi de graça em cafés e restaurantes – como ele cita no livro (apesar de no Brasil a maioria dessas redes serem pagas) – também.

A cultura do Grátis começou no usuário – eu, você – que baixava música no Napster. Hoje, mais de dez anos depois, quem é esperto saca que combater quem baixa é bobagem. Lutar contra o que é de graça é briga perdida. Saber usar isso a favor não só é mais produtivo como bem mais coerente com uma mudança enorme de padrão pela qual o mundo está passando.

Enfim, o assunto é atualíssimo e muito interessante.

Clica aqui para ler o primeiro capítulo de graça – aliás, Chris Anderson foi coerente com sua linha de raciocínio: colocou o livro todo grátis na internet, em inglês, claro. No Brasil ainda não tem essa mamata. Mas nada que em alguns meses não apareça por aí – ah, achei e baixei no 4shared o livro anterior do Chris, Cauda Longa, que também vale muito a pena.





Changeman by Izubuchi

24 08 2009

Pô, detesto deixar o blog sem atualização durante tanto tempo. Tá faltando tempo mesmo, por mais que soe como desculpa. Bom, é desculpa de qualquer jeito. Me falta disciplina. Um dia eu aprendo…

Estou algemado no fechamento da primeira edição da MixMag, já falei né?, revista de música eletrônica inglesa que vai abrir no Brasil. Lá pelo dia 15 do mês que vem ela já deve aparecer nas bancas. Sei que não deve ser muito do interesse de quem frequênta aqui, mas, vai!, dá aquela força! Uma folheada pelo menos. Puts-puts-puts-puts!

No meio dessa correria, estou arrumando tempo para fazer os extras que vão entrar no segundo DVD Box dos Changeman. Tenho que entregar depois de amanhã. Como incluir material em video não é lá muito fácil, por conta de direitos autorais, custos elevados e burocracia além da conta por parte da Toei, resolvi fazer um guia dos monstros espaciais e alienígenas que aparecem na série.

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Em cada disco vai entrar um pouco. As imagens usadas para ilustrar são os desenhos originais feitos pelo character design da série, o Yutaka Izubuchi, de quem sou devoto. Muito bonita a arte dele. A maioria das ilustrações eu tirei de livros antigos aqui. Foi um trabalho de garimpo puxado, mas ter isso divulgado e registrado para sempre paga o preço (no Box do Jaspion entrou também – lá, os desenhos são do Ryu Noguchi).

Na sequência, faço algo parecido em Jiraiya. Mas é uma pena: no caso do Jiraiya não tenho todas as imagens dos personagens. E bota pena nisso já que o designer é o Keita Amemiya, diretor de Zeiram, Mikazuki, Garo, etc, e criador de monstros em Jiban, Kamen Rider Black RX, Jetman, Spielvan… Filé! Well… Vou colocar o que tenho, fazer o quê?





The Guardian

12 08 2009

Está para sair o single novo do JAM, The Guardian, tema de abertura do anime Shin Mazinger Z. Gravei essa música com o JAM quando estive lá participando da Hurricane Tour. Hoje vi a capa do single pela primeira vez. Olha só a nossa cara de mau.

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A música e a letra são do Kageyama. Eu cantei um pedaço da minha parte imitando a voz do Akira Kushida, fazendo uma homenagem para um dos caras que me fizeram gostar de anime songs. Tem gente que acha que o próprio Kushida é que está dando uma palhinha com o JAM. Se bem que não seria má ideia!

Cantamos a The Guardian pela primeira vez no show do Budokan, em junho. A ideia era transformar o video da apresentação no clipe oficial da música. Em breve, ele deve aparecer por aí também.

Semana passada dei uma entrevista pro amigo Alexandre Nagado, que esteve comigo no Sana deste ano. Ele fez workshops de desenho e ministrou algumas palestras por lá. Quem quiser dar uma lida, o bate-papo está no blog dele. Clica lá.





Herói

4 08 2009

Eis um preview da Hero cantada em português. O Kageyama liberou 15 segundos, negociei com ele uns 25 e está ai. Ainda não está definido o formato de lançamento dessa música. Sabendo, coloco aqui em primeira mão! Espero que gostem!

“Eu lembro de tudo o que você passou.
Cada luta sua é uma parte do que sou.
Jamais irei desistir, eu sei, foi você quem me ensinou.

Na Na Na Na…
Canto bem alto, do meu coração
Aquela velha canção

Dentro da minha imaginação um herói tinha que ser…”

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Heróis judiados #2

3 07 2009

Conversei com a Focus.

Vamos direto ao que interessa:

Cruz: Por que as imagens de Jiraiya estão ruins, com logo do canal Toei Channel e exatamente com a mesma qualidade dos DVDs piratas que rodam por ai?

Afonso: A nossa fonte de imagem veio do Japão. Chegamos a mandar um e-mail para eles questionando a qualidade de imagem de Changeman e, principalmente, do Jiraiya. Mas nos disseram que o motivo é os seriados serem antigos.

Mas a imagem está exatamanete como no material pirata.
Vou checar mais uma vez com a Centauro, o estúdio que mixou o DVD, mas eu garanto que só enviei os áudios para eles, alguns extraidos desses DVDs mesmo, já que nem a pessoa com quem assinamos contrato dos direitos da dublagem possuía mais esses áudios. Agora, em relação á imagem, as pessoas que autoraram o DVD só tiveram acesso ás fitas DV-Cam que a Toei Company mandou. O que está na tela é o que veio do Japão. Mas vou conversar com a Centauro e pressionar mais uma vez as pessoas para me certificar de que não houve mesmo nenhum erro.

E-mail resposta mandado pela Toei, depois de questionados pela Focus sobre a baixa qualidade das imagens de Changeman e Jiraiya:

Dear Milly,

Hope you are well in order.
I answer your question.

I arranged the images of Jiraiya, Changeman and Jaspion by same way.
So these are high quality as much as possible.
Please consider that these titles are old.

Thanks and best regards,

∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞
TOEI COMPANY, LTD.
IKKO KAWAMURA

∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞

Milly Kiung さんは書きました:
Dear Toei Team,
I was asked by our Products Mgr., Afonso Fucci, to let you know that the images that we received for
the 2 above mentioned programs were not of very good quality. The first one we received for JASPION
were very good.
Thank you.
Best regards,
Milly

Semana que vem vou até lá. Devo ter mais alguns detalhes e a resposta do estúdio de autoração que o Afonso vai pressionar. Bom, essa história é igual a morte do Michael Jackson: vamos tentar descobrir o que aconteceu, claro, mas, seja como for, o cara não vai ressuscitar e a Focus não vai relançar o Box 1 com imagem melhor (só, e talvez, se estourar de vender – opinião minha).
Para as segundas partes, que estão sendo produzidas, estou separando bastante material para colocar de extra. Os character design que ficaram de fora de Changeman e Jiraiya entram na parte dois. Estou cavucando mais coisas interessantes para incluir também. Vou comentando aqui a medida que for definindo.





Mais fotos do show no Budokan

2 07 2009

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Entrevista pra Mede in Japan

2 07 2009

Este que vos fala deu uma entrevista sobre o apresentação no Budokan do JAM Project para o site da revista Made in Japan. Eles publicaram algumas fotos do show, as primeiras que apareceram na net.

Já deu até uma saudade daquele dia!

Olha lá: http://madeinjapan.uol.com.br/2009/07/01/rock-para-japones-ouvir/





Heróis judiados

28 06 2009

Muita gente tem me perguntado sobre o que aconteceu com os DVDs da Focus, que mostram o logo da Toei Channel em alguns episódios de Changeman e em quase todos de Jiraiya – se não estou errado, ainda não recebi os boxes. Infelizmente, não faço a menor ideia do que tenha acontecido. Estava no Japão em turnê com o JAM Project até o final da semana passada. As datas das apresentações lá bateram com as do lançamento aqui, o que lamentei muito, mas não tive como adiar.

Eu vou atrás dessa história. Como fã de tokusatsu e principal pessoa engajada em trazer isso do jeito certo em DVD pro Brasil não fiquei nada, mas nada, feliz com a notícia de que a Focus teria comprado material pirata e usado isso como fonte. É decepcionante e ultrajante. E nonsense também, porque eu vi as fitas digitais, em Beta Cam, que a Toei mandou. Estavam lá, na mesa. Se quisessem usar só o áudio dos piratas não teria tanto problema. Como já disse aqui, várias séries antigas, Perdidos no Espaço incluso, foram lançadas com dublagem original graças aos fãs que tinham os áudios garimpados. E como a Focus assinou contrato e pagou pelos direitos da dublagem, pouco importa se ela vem das fitas masters da época, das VHS ou do DVD pirata.

Agora, imagem da TV japonesa? Fala sério! Semana que vem vou conversar com eles para tirar a história a limpo. Tomara exista um motivo bem plausível para terem feito isso. Eu realmente não quero acreitar que foi a lei do mínimo esforço. Mas, pô: as datas de lançamento ficaram coladas uma na bunda da outra. Nunca concordei com isso. Mais: disse que essa pressa toda poderia ser um tiro no pé. Porque sai Jaspion, semanas depois vem Changeman e, passado mais um tempinho, Jiraiya. Qual o sentido disso? Sem tempo, não dá pra fazer um marketing individual competente pra cada lançamento e não dá tempo de tocar a produção dos produtos do jeito certo – ninguém imagina a correria que foi fazer as legendas de Jaspion e Changeman, Jiraiya nem fiz e os extras que estava preparando ficaram de fora também, devem entrar na segundas partes.

Depois os DVDs vendem mal e a imagem que fica é a de que “tokusatsu não dá certo no Brasil”. Vira efeito contrário e intimida todas as empresas a lançarem mais títulos aqui. Espero estar muito errado. Mas sem qualidade, não tem negócio. Gera reação em cadeia e quem sai perdendo são as séries e quem gosta delas.

Podem ficar frios que estou nessa até o fim.





Valeu mesmo, Michael!

26 06 2009

MichaelJacksonDancando1

Aprendi a gostar de música por causa desse cara ai. Meu interesse por ritmo, batida novas, melodias vieram das horas e horas que passava ouvindo suas músicas e tentando copiar seus passos de dança. Se hoje canto por ai devo muito a essa influência que tive quando era menor.

O mundo perdeu mesmo um gênio real da música. O cara que construiu os alicerces pra tudo o que veio depois e que estava tentando recomeçar – tinha certeza de que ele conseguiria.

Uma pena que a carreira dele tenha acabado desse jeito tão bizarro e triste. Mas, na boa, tá pra nascer alguém que mande tão bem quanto Michael Jackson. Vai fazer falta…